Sunday, October 19, 2008

Observâncias

"OBSERVÂNCIAS"

DEUS ABENÇOE OS CORAJOSOS
PORQUE ATIÇAR E CORRER É FACIL DEMAIS
DEUS ABENÇOE OS QUE AMAM DE FATO
PARA QUE NÃO SOFRAM JAMAIS
DEUS ABENÇOE OS QUE PROCURAM
UM COLO, UM AFAGO, UM ABRAÇO
E NÃO TÊM ONDE BUSCAR
DEUS ABENÇOE OS QUE CHORAM
OS QUE NÃO DORMEM
OS QUE SE DÃO PARA OS OUTROS
SEM NADA RECEBER...
DEUS ABENÇOE OS QUE ACREDITAM
NAQUELES QUE DIZEM QUE O AMAM
MAS QUE A BEM DA VERDADE
AO AMOR SÓ DIFAMAM...
DEUS ABENÇOE AOS QUE ESCREVEM
SEUS SENTIMENTOS
SEUS RECEIOS
SEUS PRANTEIOS
SEUS DESEJOS...
DEUS ABENÇOE DE UMA VEZ
POIS NÃO MAIS É POSSÍVEL
QUE POR TANTO SOFRIMENTO
SE PERCA A LUCIDEZ...
DEUS ABENÇOE QUEM É SÓ
O QUE TRAZ NO PEITO
O PESO DE UMA PEDRA DE MÓ
O QUE QUER A LUZ
MAS VIVE NA ESCURIDÃO
O QUE RACIOCINA
MAS TEM BOM CORAÇÃO
DEUS ABENÇOE À MIM E À TI
SE ESTAMOS POR ACASO
NESTA CONDIÇÃO. 

luisadalartesa©

Sunday, September 14, 2008

Amiga Solitude





Vivo! 
Mas meu bem estar sempre esteve aliado a solidão.
Na solidão aprendi a meditar...aprendi a tudo enfrentar.
E por conseguinte, a nada temer."


"Solidão"

Que tens contra a solidão?

Na solidão ninguém te atinge

Ninguém apunhala teu coração...

Dor de quê então?

Dor nada, solução!

Só, tu não sofres a leviandade

Tu não choras a falta de privacidade

Não te arrastas amando quem não te dá valor...

Pense, então por favor...

O que lamentas?

Vagar indócil pelas horas

Cozinhando o mal que alguém fez?

Solidão...

Como uma imensidão és tu

Silênciosa e forte

Rochosa como nos fiordes

Tu não me perturbas

Não me ofendes e não me mordes...

Em tua mudez a paz reina

Sim, solidão, pra quê mais?

Voltar à alguém?

Por enquanto, sinceramente, jamais...!


Friday, July 18, 2008

Sobre amor e pingos de chuva




Havia só amor

Só alegria

E da paixão o ardor

Mas havia distância

Havia medo

Às vezes intolerância

Instalou-se aos poucos a dor

Mas não morreu o amor!

O tempo foi passando

As coisas se aclarando

Tudo se esclarecendo

E o amor foi renascendo

Nada então terminou

Foi o cansaço que nos levou

Mas um dia de sinceridade

Nos fez ver a bem da verdade

Que o amor enraizou...

Vede só que beleza

O trigal amarelou

E de novo madurou!

Os ventos do sul então cantaram

Por nós dois sopraram

E a felicidade de outrora

De novo se espalhou...

En tuas flores ficamos

Em minhas flores

Deitamos

Os nossos tangos

Dançamos

E em todas as cores

Pactuamos

Um amor cada vez maior!!


Luísa Artèsa.

Sunday, June 15, 2008

Inusitado




"Inusitado"


"Que inusitado
Eu que qual barco desgovernado
Estava nas águas
Sem saber que rumo tomar
Que surpresa
Eu que ouvia
Que só
Nesta vida
Não saberia me aprumar
Que inusitado
Mostrou-se meu bocado
O quinhão me reservado
Pela vida que não dorme
Que vê e escuta
Que as razões prescuta
E não pode parar
Do nada tirei um pouco
Das pedras tirei leite
O pouco virou algo
Que pode vir a ser muito
Minhas lágrimas que rolaram
Adubaram minha terra
E dela floresceram
Brotos da minha quimera
Vou caminhando, pisando
No caminho que me foi legado
Mas a cada dia eu vejo
Que tudo posso
Nada será negado
Quantas dores eu senti
Quanto mal me foi feito
E agora vejo na recompensa
Que o traço de Deus é perfeito!!"